As entrevistas nos foram enviadas por e-mail e fizemos perguntas sobre a carreira artística de ambas. A história de Regina está em forma de depoimento, e Gabriela respondeu com detalhes as perguntas que fizemos. Para os interessados em atuar, há muitas dicas. E para os curiosos, informações muito interessantes.
Regina Blois Duarte, 61 anos, nasceu em Franca, SP.
“Comecei no teatro amador, fazendo teste para um papel na montagem de O Auto da Compadecida, de Ariano Suassuna. Fui aprovada para o papel de palhaço. Eu tinha 14 anos, mas já havia subido no palco antes. Desde os 9 anos me apresentava com o grupo de ballet clássico do Conservatório Musical Campinas.
Meus pais e muitos professores me incentivaram a atuar. Meu pai era militar, embora se interessasse muito por todas as expressões artísticas, e minha mãe era professora de piano. Quando me perguntam do que gosto mais, se é de atuar em novelas, em filmes ou em peças de teatro, respondo que gosto de atuar. Os veículos de expressão podem variar, mas o grande prazer mesmo é viver uma outra realidade, uma outra vida.
Quanto à atriz e o ator que mais admiro, valorizo o talento de minha filha, Gabriela Duarte. Atuar com ela é ótimo, ela “bate um bolão”. Admiro também muitos atores e atrizes no Brasil e no exterior. É muito difícil escolher um, porque cada ator tem sua forma de expressão e todas me parecem válidas, importantes. Mas vou citar o Brad Pitt e a Marryl Streep.
No teatro, minha estréia foi no Clube Cultura Artística, em Campinas. Na TV, estreei como atriz na novela da extinta TV Excelsior, A Deusa Vencida. Todas as novelas dão muito trabalho. São dez, doze meses de gravação sem folga, durante dez, doze, quatorze horas por dia. Muitas vezes gravando no Natal, em feriados e fins de semana. Mas o personagem que exigiu mais, talvez por ser de época, com aquelas roupas pesadas, em externas no verão do Rio de Janeiro, foi Chiquinha Gonzaga.
Comecei na TV Excelsior e quatro anos depois fui para a TV Globo, onde estou até hoje. Tive uma experiência independente em 1984, com o seriado Joana, que foi vendido para a extinta TV Manchete e depois para a TVS, hoje SBT. Gostei de atuar em todas as novelas que fiz até hoje. Sempre aprendo muito com meus personagens. Mas com a Porcina, de Roque Santeiro, me diverti muito.
Das peças de teatro em que atuei, adorei participar de todas. É muito bom ter o público presente quando se atua. Também gostei de atuar em todos os filmes de que participei, mas me diverti muito no filme O Cangaceiro Trapalhão, do Renato Aragão, com Didi e sua turma.
A um jovem ator ou atriz diria que procure cultivar sempre o interesse pelo aprendizado. Nunca se sabe o suficiente em nossa arte. Estudar muito, ler muito, prestar muita atenção nas pessoas, na vida. O ator funciona na sociedade como um espelho que reflete o ser humano. Quanto mais verdadeira for esta imagem, melhor.”
Gabriela Duarte Franco, 34 anos, nascida em Campinas, SP.
Conte sobre o que a levou a querer se tornar atriz e como isso aconteceu.
Sempre gostei de estar neste universo, me sentia muito fascinada por teatros, camarins, coxias... Acho que quero ser atriz desde que me conheço por gente. Quando era pequena, já brincava bastante de interpretar com as minhas amigas.Trocava qualquer brincadeira pelo “faz-de-conta”.
Com quantos anos você atuou pela primeira vez? Quando e onde foi isso?
Eu tinha 8 anos e fiz a Alice de “Alice no país das maravilhas” na apresentação da minha escola no Rio de Janeiro. Eu estava na 3ª série.
Quem te incentivou a atuar?
Um professor meu de teatro chamado Chico. Ele foi um grande apaixonado pelo teatro e me incentivou muito.
Você gosta mais de atuar em novelas, filmes ou peças de teatro?
Gosto dos três. São coisas bem diferentes entre si, mas que se complementam de alguma forma. O teatro é um grande desafio e eu gosto muito de desafios.
Qual foi o filme em que você mais gostou de atuar?
O Vestido, do diretor Paulo Thiago.
Qual é a atriz ou ator que você mais admira?
Gosto de vários, entre eles, Marilia Pêra, Gloria Pires, Tony Ramos, Antonio Fagundes, Regina Duarte, Giovanna Antonelli, Lázaro Ramos, Wagner Moura....
Qual novela você mais gostou de fazer?
Esperança, Por Amor, Sete Pecados... Acho que nunca fiz um trabalho que não tenha gostado.
Como é atuar com a própria mãe ?
É muito bom, existe muita cumplicidade e muita troca também.
Já atuou em outra emissora além da Rede Globo?
Sim, a primeira minissérie que fiz foi na TV Bandeirantes. Chamava-se Colônia Cecília.
Que conselho você daria a um jovem ator ou atriz?
Eu diria que é uma profissão em que é necessário estudar muito e ser muito perseverante. E que a base da profissão é, sem dúvida, o teatro. Não vale a pena tentar começar pela televisão.
André Pinho e Eduardo Gebara- 4ª E.
Regina Blois Duarte, 61 anos, nasceu em Franca, SP.
“Comecei no teatro amador, fazendo teste para um papel na montagem de O Auto da Compadecida, de Ariano Suassuna. Fui aprovada para o papel de palhaço. Eu tinha 14 anos, mas já havia subido no palco antes. Desde os 9 anos me apresentava com o grupo de ballet clássico do Conservatório Musical Campinas.
Meus pais e muitos professores me incentivaram a atuar. Meu pai era militar, embora se interessasse muito por todas as expressões artísticas, e minha mãe era professora de piano. Quando me perguntam do que gosto mais, se é de atuar em novelas, em filmes ou em peças de teatro, respondo que gosto de atuar. Os veículos de expressão podem variar, mas o grande prazer mesmo é viver uma outra realidade, uma outra vida.
Quanto à atriz e o ator que mais admiro, valorizo o talento de minha filha, Gabriela Duarte. Atuar com ela é ótimo, ela “bate um bolão”. Admiro também muitos atores e atrizes no Brasil e no exterior. É muito difícil escolher um, porque cada ator tem sua forma de expressão e todas me parecem válidas, importantes. Mas vou citar o Brad Pitt e a Marryl Streep.
No teatro, minha estréia foi no Clube Cultura Artística, em Campinas. Na TV, estreei como atriz na novela da extinta TV Excelsior, A Deusa Vencida. Todas as novelas dão muito trabalho. São dez, doze meses de gravação sem folga, durante dez, doze, quatorze horas por dia. Muitas vezes gravando no Natal, em feriados e fins de semana. Mas o personagem que exigiu mais, talvez por ser de época, com aquelas roupas pesadas, em externas no verão do Rio de Janeiro, foi Chiquinha Gonzaga.
Comecei na TV Excelsior e quatro anos depois fui para a TV Globo, onde estou até hoje. Tive uma experiência independente em 1984, com o seriado Joana, que foi vendido para a extinta TV Manchete e depois para a TVS, hoje SBT. Gostei de atuar em todas as novelas que fiz até hoje. Sempre aprendo muito com meus personagens. Mas com a Porcina, de Roque Santeiro, me diverti muito.
Das peças de teatro em que atuei, adorei participar de todas. É muito bom ter o público presente quando se atua. Também gostei de atuar em todos os filmes de que participei, mas me diverti muito no filme O Cangaceiro Trapalhão, do Renato Aragão, com Didi e sua turma.
A um jovem ator ou atriz diria que procure cultivar sempre o interesse pelo aprendizado. Nunca se sabe o suficiente em nossa arte. Estudar muito, ler muito, prestar muita atenção nas pessoas, na vida. O ator funciona na sociedade como um espelho que reflete o ser humano. Quanto mais verdadeira for esta imagem, melhor.”
Gabriela Duarte Franco, 34 anos, nascida em Campinas, SP.
Conte sobre o que a levou a querer se tornar atriz e como isso aconteceu.
Sempre gostei de estar neste universo, me sentia muito fascinada por teatros, camarins, coxias... Acho que quero ser atriz desde que me conheço por gente. Quando era pequena, já brincava bastante de interpretar com as minhas amigas.Trocava qualquer brincadeira pelo “faz-de-conta”.
Com quantos anos você atuou pela primeira vez? Quando e onde foi isso?
Eu tinha 8 anos e fiz a Alice de “Alice no país das maravilhas” na apresentação da minha escola no Rio de Janeiro. Eu estava na 3ª série.
Quem te incentivou a atuar?
Um professor meu de teatro chamado Chico. Ele foi um grande apaixonado pelo teatro e me incentivou muito.
Você gosta mais de atuar em novelas, filmes ou peças de teatro?
Gosto dos três. São coisas bem diferentes entre si, mas que se complementam de alguma forma. O teatro é um grande desafio e eu gosto muito de desafios.
Qual foi o filme em que você mais gostou de atuar?
O Vestido, do diretor Paulo Thiago.
Qual é a atriz ou ator que você mais admira?
Gosto de vários, entre eles, Marilia Pêra, Gloria Pires, Tony Ramos, Antonio Fagundes, Regina Duarte, Giovanna Antonelli, Lázaro Ramos, Wagner Moura....
Qual novela você mais gostou de fazer?
Esperança, Por Amor, Sete Pecados... Acho que nunca fiz um trabalho que não tenha gostado.
Como é atuar com a própria mãe ?
É muito bom, existe muita cumplicidade e muita troca também.
Já atuou em outra emissora além da Rede Globo?
Sim, a primeira minissérie que fiz foi na TV Bandeirantes. Chamava-se Colônia Cecília.
Que conselho você daria a um jovem ator ou atriz?
Eu diria que é uma profissão em que é necessário estudar muito e ser muito perseverante. E que a base da profissão é, sem dúvida, o teatro. Não vale a pena tentar começar pela televisão.
André Pinho e Eduardo Gebara- 4ª E.
2 comentários:
Boas entrevistas. Parabéns!
Adorei a entrevista !!!!!!!!
PARABÉNS!!!!!
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